Papa e crianças rezam o Terço pela paz: campanha segue até 7 de outubro

O Terço pela paz ganhou um convite especial no início de outubro: o papa Leão XIV se uniu a crianças de vários países na oração do Rosário e pediu que os fiéis mantenham essa intenção durante a campanha “Um milhão de crianças rezam o Terço”. A iniciativa promovida pela Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (ACN) acontece de 1º a 7 de outubro de 2026 e convida comunidades, famílias e escolas a rezar pela paz no mundo.

O encontro no Vaticano reuniu cerca de mil crianças de nove países nos Jardins Vaticanos, no dia 1º. Entre os participantes estavam crianças do Brasil, Itália, Portugal, Paquistão, Síria, Alemanha, Suíça, Ucrânia e Argentina. A presença de origens tão diferentes recorda que a oração pela paz atravessa fronteiras, línguas e situações de conflito.

O sentido da campanha Um milhão de crianças rezam o Terço

A ACN promove a campanha há mais de duas décadas. A proposta é simples: reunir crianças para rezar o Rosário, confiando a Deus a paz e a proteção de pessoas que vivem em regiões marcadas pela violência. Em 2026, a iniciativa se estende por uma semana, de 1º a 7 de outubro, e inclui momentos de oração em diferentes países. A campanha não substitui ações diplomáticas, humanitárias ou de solidariedade; oferece uma resposta espiritual e ajuda a formar nas crianças uma preocupação concreta com os outros.

O papa Leão XIV agradeceu a participação dos pequenos e encorajou a oração do Terço, especialmente pela paz. Para os cristãos, rezar não significa ignorar o sofrimento ou esperar passivamente que os problemas desapareçam. A oração pode educar o coração para a reconciliação, sustentar quem trabalha pela paz e fortalecer a disposição de acolher e ajudar pessoas atingidas por guerras e deslocamentos.

Por que rezar o Terço pela paz

O Rosário conduz a contemplar momentos da vida de Jesus com Maria. Cada mistério apresenta a fé em diálogo com alegrias, dores e esperanças humanas. Ao rezar pela paz, a comunidade leva diante de Deus as vítimas da violência, as famílias separadas, os refugiados, os agentes de socorro e também aqueles que têm responsabilidade por decisões públicas.

Essa oração pode ser oferecida por intenções específicas, sem transformar a devoção em julgamento de povos ou religiões. A paz cristã inclui justiça, respeito à dignidade e busca do diálogo. Ela começa muitas vezes em relações próximas: interromper a agressão, escutar antes de responder, procurar reconciliação e defender quem sofre intimidação. A oração comunitária pode inspirar esses gestos e dar perseverança a quem trabalha por soluções mais amplas.

Como participar com crianças e famílias

Uma família pode escolher um horário breve e adequado à idade das crianças, explicar a intenção do encontro e rezar uma dezena do Rosário ou o Terço completo, conforme a realidade de cada grupo. É possível incluir uma oração espontânea por pessoas afetadas por conflitos, pela conversão dos corações e pelos responsáveis por construir a paz. Crianças pequenas podem participar com desenhos, cantos ou uma intenção pronunciada em voz alta.

Paróquias, escolas e grupos de catequese podem reservar um momento entre 1º e 7 de outubro, divulgar a iniciativa com antecedência e oferecer contexto simples sobre os conflitos e as necessidades humanitárias, sem expor crianças a imagens chocantes. A intenção é cultivar compaixão e esperança, não medo. A ACN no Brasil também anunciou uma transmissão local no dia 7 de outubro, às 15h, horário de Brasília.

Uma semana de oração que aponta para compromissos concretos

A oração pela paz se torna mais fecunda quando se une à solidariedade. Crianças e adultos podem conhecer iniciativas de acolhimento a refugiados, apoiar campanhas humanitárias confiáveis, promover gestos de amizade e aprender a resolver conflitos sem humilhar o outro. Em casa e na escola, a semana pode ser ocasião para conversar sobre como palavras, exclusão e bullying ferem a convivência.

O chamado do papa e da ACN lembra que crianças não são apenas espectadoras do mundo: podem aprender a interceder, servir e tratar cada pessoa com dignidade. Adultos têm a responsabilidade de oferecer exemplo, segurança e informação apropriada à idade. A campanha não promete uma solução imediata para guerras, mas reúne vozes pequenas em uma intenção que a Igreja considera urgente e universal.

Rezar juntos pela paz

Entre 1º e 7 de outubro, famílias e comunidades podem fazer do Terço pela paz um momento de encontro entre gerações. Rezar com as crianças ajuda a apresentar a fé como confiança ativa em Deus e compromisso com o próximo. A iniciativa também recorda que a paz precisa ser pedida, construída e protegida em cada nível da vida social.

Quem não puder participar de um encontro organizado pode unir-se à intenção em casa ou na comunidade. Um momento simples, preparado com cuidado, já ajuda as crianças a perceber que pessoas distantes também importam. A esperança cristã se expressa nessa oração perseverante e nos gestos concretos de reconciliação que vêm depois dela.

Fonte

Vatican News — Papa Leão XIV e as crianças rezam o Terço pela paz.

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